segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Resultado da Promoção O Perfume da Rosa





E o ganhador(a) é:







Parabéns Marília!!!

Marília já lhe mandei um e-mail. Você tem 3 dias para me responder com o seu endereço ou farei um novo sorteio.

sábado, 28 de julho de 2012

[Promoção] O Perfume da Rosa


Olá pessoal! Iniciamos uma nova promoção no blog, o sorteio de um exemplar do livro O perfume da Rosa da escritora brasileira Haydee Victorette, por ela autografado. Veja a resenha do livro AQUI!
Quer ganhar? As regras são simples e com as chances extras fica ainda mais fácil de ganhar!


 
Irformações Importantes:
  • Ter endereço deentrega no Brasil.
  • O resultado sairá dia 01/09/12.
  • Se o ganhador não seguir as regras será feito um novo sorteio.
  • O blog enviará o prêmio ao ganhador em até 30 dias.
  • As regras podem mudar sem prévio aviso.

a Rafflecopter giveaway


Boa sorte aos participantes!
Até a próxima!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O perfume da Rosa - Haydee Victorette

Título: O Perfume da Rosa
Autora: Haydee Victorette
Editora: Novo Século
Coleção Novos Talentos da Literatura Brasileira
Páginas: 246
ISBN: 978-85-7679-532-2
"Os segredos não podem ser guardados tão profundamente que nunca possam ser desenterrados... Às vezes, eles voltam para cobrar o seu preço".

Londre, século XIX.

Duas órfãs, Elizabeth e Samantha, aos cuidados de uma duquesa autoritária.
Arthur, um duque libertino, encarregado de apresentar Elizabeth à sociedade e um assassino cruel à espreita...
Mulheres relacionadas ao Duque de Devonshire são cruelmente apunhaladas até a morte e uma rosa é deixada sobre os corpos.
Em meio ao pânico crescente, em um jogo de perseguição ao assassino, nasce um amor tempestuoso e irresistível...

O Perfume da Rosa é um livro leve repleto de romantismo com um toque de suspense. A escritora brasileira Haydee Victorette presenteia o leitor com a história de Elizabeth Anne Stanford, Condessa de Langford. Ela e a irmã se tornam orfãs e vão para a mansão da Duquesa de Beaufort, uma mulher firme e autoritária.
Quando vê Elizabeth, já na idade do début, ocasião em que as moças eram apresentadas à sociedade, a Duquesa faz seus próprios planos para o futuro da moça. Manda chamar seu sobrinho, o Duque de Devonshire, conhecido por sua reputação de libertino e conquistador, para cuidar da apresentação de Elizabeth. Na realidade sua verdadeira intenção é vê-los juntos e fará de tudo para alcançar seu objetivo.
Desde o primeiro instante em que a vê Arthur fica deslumbrado com sua beleza, mas misteriosos assassinatos estão acontecendo, e parecem ter relação com Arthur. Estando cada vez mais envolvida com o Duque, Elizabeth se torna vítima do misterioso assassino das rosas.
Em meio a aventura, romance e suspense a autora desenvolve um enredo simples e bem arrematado que culmina em um final que surpreende.
O Perfume da rosa é uma leitura agradável e ágil que prende a atenção da primeira a última página. Não é um livro excepcional, lembra um pouco os livros de banca, mas é bem escrito e, além disso, nacional. Recomendo a leitura para entretenimento e como forma de valorizar os novos escritores brasileiros.
Minha Avaliação: ♦♦♦♦♦ (Bom)

Compre AQUI!

Se você gostou e quer ganhar um exemplar de O Perfume da Rosa, aguarde, em breve farei o sorteio de um exemplar do livro. Não deixe de acompanhar as novidades do Hellen's Stuffs.
Até a próxima.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Histórias Extraordinárias - Edgar Allan Poe

Título: Histórias Extraordinárias
Tradução de: Tales of the grotesque and arabesque.
Autor: Edgar Allan Poe
Tradução e adaptação: Clarice Lispector
Editora: Nova Fronteira
Edição: Especial Saraiva de Bolso
Páginas: 134
ISBN: 978.85.209.2720-5
"...E a morte invade
Os meus sentidos, na ilha peregrina,
Tão de leve, que nem sequer pressente
O adormecido que ela está presente".
- Do poema "Al Aaraaf" de E. A. Poe

Histórias extraordinárias é uma coletânea de 18 contos publicados entre 1833 e 1845. São histórias clássicas da literatura de terror policial, como "Os crimes da rua Morgue" - em que violentos assassinatos sm pistas desafiam o gênio do detetive C. Auguste Dupin - e "O barril de Amontilhado" - um dos relatos mais cruéis de Poe, em que a vingança chega ao seu maior grau e é executada com total frieza.

Contos de terror e suspense existem aos montes por aí. Sempre gostei da leitura ágil e objetiva, porém não menos profunda, de bons livros de contos. Mas quando terminei de ler Histórias Extraordinárias me dei conta de que eu desconhecia um dos melhores. É claro que já ouvira muito sobre Poe e a fama de suas histórias mórbidas, mas não lera nada dele até então. Foi sem dúvida uma surpresa maravilhosa ler alguns de seus contos mais famosos reunidos nesse livro. Por isso é uma honra apresentar aos leitores do blog esta pequena parcela da obra desse escritor tão digno de ser apreciado.
Não poderia falar de todos os 18 contos em um único post, por isso escolhi três deles de que mais gosto. O primeiro é O Gato Preto, possivelmente é o conto mais famoso de Allan Poe. Conta a história de um homem que amava animais, e quando se casou tinha um gato preto. Com o tempo ele acabou caindo no vício do álcool e seu casamento ficou comprometido. Este homem tinha crises constantes humor, tornou-se agressivo, e descontava a raiva na esposa e no gato. Um dia em uma dessas crises ele fura o olho do gato. Isso faz com que sua raiva aumente ainda mais pois ele sente que o gato o persegue, sempre vigilante. Então ele resolve enforcar o gato em uma árvore nos fundos da casa. Nessa mesma noite a casa pega fogo. Esse seria o primeiro dos infortúnios relacionados ao gato preto. O conto segue com a fúria do homem e o trágico sofrimento da esposa. Leia o conto completo AQUI.
Outro conto famoso é O Barril de Amontilhado. É uma história curta sobre vingança. Inicia-se com o narrador, Montresor, irado jurando vingança ao amigo Fortunato. Ele diz estar farto das ofensas recebidas, e reforça a necessidade que tem de vingar-se sem sofrer consequências por seus atos. Ele então inventa uma desculpa para levar Fortunato a sua adega particular. Diz ter adquirido um vinho que julga ser Amontilhado, mas que contava com a experiência do amigo para avaliá-lo. A vingança será um ato cruel executado com calma espantosa. Leia o conto completo AQUI.
O terceiro conto, e o que mais gosto, Os crimes da rua Morgue é a história da investigação de um crime misterioso e complicado. Duas mulheres são cruelmente mortas dentro da própria casa. O caso parece não ter solução. Cabe, portanto, a Durpin, um homem criativo e sistemático, desvendar o segredo por trás dos crimes. Leia o conto completo AQUI.
Minha Avaliação: ♦♦♦♦♦ (Bom)

Confira o filme "Os crimes da rua Morgue" com Bela Lugosi:
Parte I


É isso aí. Espero que tenham gostado. Até a próxima!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Entrevista com autor: Paulo Wainberg

Olá pessoal! Tive o prazer de entrevistar o autor do livro Unhas, cuja resenha já foi publicada no blog (veja AQUI), Paulo Wainberg. Ele foi bastante simpático e direto em suas respostas. Respondeu perguntas pessoais e contou um pouco sobre Unhas e seu processo de criação.
Conheça um pouco sobre o autor considerado por muitos leitores como polêmico, e na minha opinião um excelênte escritor. Espero que gostem!

HS: Antes de mais nada eu gostaria de saber um pouquinho sobre o Paulo Wainberg, onde nasceu, cresceu e onde mora atualmente.
Paulo: Nasci em Porto Alegre, onde sempre vivi e onde moro até hoje. Adoro minha cidade e nunca pensei em morar em outro lugar. De certa forma, vi a cidade crescer e se desenvolver, aqui estão minhas raízes, meus amigos, minha família. Uma das coisas de que mais gosto é voltar para Porto Alegre, sempre que viajo. Cada vez que volto é como se estivesse chegando ao lugar seguro, ao encontro da "minha gente". Acho que isto, de alguma forma, influenciou muito minha literatura. O cenário de meus romances é sempre Porto Alegre, embora nunca, em nenhum livro, tenha mencionado o nome da cidade. Mas quem a conhece, certemente irá identificá-la.

HS: Como foi que você se tornou escritor?
Paulo: Antes de me tornar escritor, fui um grande leitor, um devorador de livros, minha média era de três livros por semana. Sempre gostei de ficção e nunca tive muito interesse por biografias. As biografias me parecem uma invasão da vida alheia, coisa que, no meu dia a dia, simplesmente detesto. Comecei a escrever muito cedo, ainda no colégio. Minhas redações eram lidas para a classe porque eu sempre ia além do tema solicitado. Comecei a escrever contos, poemas e crônicas aí pelos treze anos de idade, mas nunca pensei em publicar os textos e guardava tudo numa gaveta. Foi assim até que minha esposa, um dia, mostrou meus textos para um professor de literatura que, entusiasmado, enviou para um editora que, assim, para meu espanto, publicou meu primeiro livro.
Não sei como me tornei escritor, a sensação é a de que nasci escritor.

HS: Qual foi seu primeiro livro e qual a sensação ao vê-lo publicado?
Paulo: Meu primeiro livro foi Conversa de Verão, crônicas que, como disse, foram selecionadas por um professor de literatura e pelo editor. A sensaçõa de vê-lo publicado foi estranha, uma espécie de irrealidade. Quando vi o livro pela primeira vez pareceu coisa de outra pessoa, demorei a me acostumar com a ideia de que eu tinha escrito. Depois, na sessão de autógrafos, foi uma alegria enorme, muita gente compareceu, foi um grande sucesso o lançamento. Afinal, esse livro foi publicado em 1981, eu era conhecido por todos como advogado, ninguém sabia que eu escrevia.

HS: Fale, por favor, um pouco sobre o seu livro "Unhas". De onde tirou a inspiração para escrevê-lo. Como efetivamente nasceu essa ideia?
Paulo: "Unhas" nasceu, literalmente, num engarrafamento de trânsito. Naquela época eu estava trabalhando em outro romance, a Gargalhada de Julieta, que somente agora foi concluído e enviado para a editora. Era um final de tarde chuvoso, o trânsito totalmente parado. Eu ouvia, no rádio, um programa esportivo quando, sem mais nem menos, uma frase surgiu na minha cabeça: "Estava cortando as unhas dos pés, sentado na privada, quando faltou luz".
Essa frase não me deixou em paz, até que cheguei em casa e fui direto para o computador. Escrevi a frase e não parei mais. Não tinha a menor ideia do que viria a seguir e somente depois de escrever umas vinte páginas é que o personagem se revelou um exterminador de paixões proibidas.

HS: O que você esperava de "Unhas". Como imaginou que seria a recepção dos leitores e como ela tem sido de fato?
Paulo: Como sempre, quando um livro é publicado, a expectativa é grande. Minha primeira surpresa foi, após enviar o manuscrito para oito editoras, receber um telefonema da Editora Leya, que recém abrira sua filial no Brasil,contratando o livro para publicação. Vibrei. Munca imagino como será a recepção dos leitores, isto é uma coisa sobre a qual não se tem o menor controle. É claro que meus pré-leitores gostaram muito do livro e isto foi um indício. Posteriormente, depois de publicado, ele causou algum reboliço por aí, recebi, numa proporção de sete para três, resenhas e críticas muito elogiosas. Porém os que compuseram o "três", simplesmente detestaram o livro. Muitos destes confundiram o livro com o personagem e, ao invés de criticar a obra, criticaram o personagem, o que me parece um equívoco de avaliação. Qualquer pessoa mais ou menos saudável terá que detestar o personagem Unhas. Uma pessoa me escreveu dizendo que jogou o livro pela janela, de tão nojento. Mas outros falaram em obra-prima, revolução editorial, inovação, etc, etc. É claro que dou valor às opiniões, elas são importantíssimas, tanto as boas quanto as ruins. Sem ser pretencioso, considero que Unhas é muito mais do que um romance poilicial. Ele não foi escrito para ser um romance policial, acho que é mais um enfoque sobre a loucura humana e de que modo as pessoas justificam seus erros e seus crimes. Unhas é um livro que, lançado em agosto de 2010, ainda rende resenhas e comentários, sobretudo nos blogs e nas redes sociais.

HS: Que tipo de livros você gosta de ler?
Paulo: O primeiro livro que li, isto é, eu era leitor de gibus e com onze anos, tive que ficar de cama por uns dias devido à uma cachumba, foi Reinações de Narizinho, do Monteiro Lobato. Considero esse escritor fundamental, inclusive na minha formação pessoal. Através dele descobri que era muito bom ler sem figurinhas e minha imaginação voou com toda a sua coleção infantil. Os Doze Trabalhos de Hercules li umas dez vezes, sem exagero. Depois Machado de Assis que devorei. Aí descobri Aloísio de Azevedo e seu grande livro O Cortiço, para mim o primeiro verdadeiro romance brasileiro.
Em seguida, os franceses, Maurice Druon, Sthendal, Victor Hugo, Erich Marie Remarque, gostava muito também de Molière e Corneille, Sartre, Simone du Bauvoir, Lamartine e Alfred de Musset na poesia e vários outros. Os autores russos, que li também, eu achava meio chatos, pela quantidade de personagens e apelidos e abreviaturas dos seus nomes. Mia tarde comecei a ler romances policiais, Maigret, Arthur Conan Doyle, Agatha Christie. Mais adiante me apaixonei por Fernando Sabino e Rubem Braga - quando descobri a crônica - gênero que gosto muito de produzir. A Bíblia também foi uma leitura importante.

HS: Quais são seus escritores favoritos?
Paulo: Dos escritores atuais, gosto muitíssimo dos americanos Phillip Roth e Paul Austner, no Brasil de Ruben Fonseca. Não posso dizer que tenho escritores favoritos, Gabriel García Marquéz, por exemplo, é um grande escritor com Cem Anos de Solidão, mas não gostei assim, de ficar enlouquecido, de nenhum outro livro dele. Mario Vargas Llosa é outro, genial. Adro Benedetti, do Uruguai, gosto muito do Cortázar e, para desespero de muita gente, acho a Clarice Lispector uam chatice.

HS: Existe algum personagem (de suas obras) com o qual você se identifique?
Paulo: Não. Mas acho que, em todos sos meus personagens, há um pouco de mim. Talvez aquele com quem eu mais me ache parecido é o personagem de Os malditos (Ed. Bertrand), não pelo que ele faz, mas pelo que ele pensa.

HS: O que vem primeiro, livro ou título?
Paulo: Quando o livro é de crônicas o título vem depois. No meu último livro de crônicas, Outro Vagabundo Toca em Surdina, o título foi escolgdo dentre outros cinco que eram, também, títulos de crônicas.
Quando se trata de um romance, geral o título vem depois. No caso de Unhas, por exemplo, foram várias alternativas, O Paraíso não cabe no céu quase emplacou. Mas, quando escrev aquela primeira frase que contei, acima, ao salvar o arquivo, o nome que me ocorreu foi Unhas, porque a história começava com o sujeito cortando as unhas dos pés. E foi ficando, ficando, até que, depos de muita discussão com a editora, ficou.

HS: Você possui alguma mania da qual não abre mão?
Paulo: Se você está perguntando sobre processo criativo e coisas assim, não. Sou muito disciplinado, isto é, escrevo todos os dias das 11 da noite às três da madrugada. Mesmo em dias em que nada consigo escrever, estou trabalhando no meu texto, revendo, corrigindo e outras coisas. Se isto é uma mania, não abor mão dela. Considero que escrever é mais um turno de trabalho, no meu dia, que só começa pelas onze da manhã, porque afinal eu também tenho que dormir. Das onze às seis da tarde, sou advogado, trabalhando no meu escritório, com algumas incursões literárias, quando dá tempo. Depois vou para casa curtit minha família e, principlamente Luiza, minha neta que faz dois anos em junho. Quando tudo se aquieta e se não tiver jogo do Internacional, vou para o computador.
Na vida pessoal, não sei se tenho manias. Por exemplo, não consigo usar as mesmas meias. Gosto de silêncio (quase nunca consigo) durante o café da manhã. Não saio de casa sem tomar banho. Coisas desse tipo. Ah, sim, sou fumante e não abro, mas isso não é mania, é vício.

HS: O que você busca passar para os seus leitores com seus livros?
Paulo: Lietratura, para mim, é uma forma de arte que utiliza a palavra como expressao. Sua finalidade não é mudar o mundo nem mudar as pessoas e sim, provocar prazer, seja pela emoção, pelo medo, pelo suspense, pela beleza. O que desejo é que meus leitores gostem do que estão lendo, queiram ler mais e fiquem chateados quando o livro terminar.

HS: Obrigada pela entrevista. Deixe um recado para os leitores e futo]uros escritores.
Paulo: Eu é que agradeço pela entrevista e, como recado, tenho a dizer o seguinte: Ninguém é obrigado a gostar de ler. A leitura é um gosto, como qualquer outro, então o que sempre digo, em palestras e entrevistas é: Se você nunca leu, experimente. Se gostar continue. Porque uma coisa é certa: Quem lê se diverte mais do que quem não lê.
Quanto aos futuros escritores, só uma palavra: Disciplina.


É isso aí pessoal, espero que tenham apreciado acompanhar essa breve conversa com Paulo Wainberg. Ele é sem dúvida uma pessoa franca e direta, e é, também ótimo escritor. Se ainda não leu nenhuma obra de Paulo Wainberg não perca a oportunidade!
Até a próxima!









segunda-feira, 16 de abril de 2012

Amante Eterno - J. R. Ward

Título Original: Eternal Lover
Autoria: J. R. Ward
Tradução: Jacqueline Valpassos
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 448
ISBN: 978-85-7930-085-4
Irmandade da Adaga Negra.
Guerreiros obstinados dispostos a arriscar a imortalidade para preservar sua raça.

Nas sombras da noite em Caldwell, Nova York, desenrola-se uma sórdida e cruel guerra entre os vampiros e seus carrascos. Há uma irmandade secreta, sem igual, formada por seis vampiros defensores de sua raça.
Possuído por uma besta letal, Rhage é o membro mais perigoso da Irmandade da Adaga Negra.
Dentro da Irmandade, Rhage é o vampiro de apetites mais vorazes. É o melhor lutador, o mais rápido a reagir, baseado em seus instintos, e o amante mais voraz, porque em seu interior arde uma feroz maldição lançada pela Virgem Escriba. Possuído por esse lado sombrio, Rhage teme constantemente que o dragão dentro de si seja liberado, convertendo-o num perigo para todos à sua volta.
Marry Luce, uma sobrevivente de muitas adversidades, entra de maneira involuntária no universo dos vampiros, contando apenas com a proteção de Rhage. Concentrada em combater sua própria maldição, potencialmente mortal, Mary não está buscando amor e perdeu sua fé em milagres tempos atrás. Mas quando a intensa atração animal de Rhage se transforma em algo mais emocional, ele sabe que Mary precisa ser sua e de mais ninguém. E enquanto os inimigos fecham o cerco, Mary luta desesperadamente para alcançar a vida eterna com aquele que ama...

Depois de alguns meses, após ter lido Amante Sombrio (o primeiro livro da série), cuja resenha já está aqui no blog, acabei sendo convencida a continuar a ler os livros da irmandade. A verdade é que quase todos os leitores da atualidade (nesse caso o público feminino) já conhecem a tão comentada Irmandade da Adaga Negra, portanto é quase essencial que eu acompanhe e entenda essa tendência tão rentável no mercado editorial. Bom, vamos lá.
A Irmandade da Adaga Negra é uma série vampiresca hot. A cada livro conhecemos um personagem, um dos vampiros guerreiros que lutam para manter a integridade de sua raça. No primeiro livro o leitor conhece o rei dos vampiros, Whath, que se apaixona pela meio humana Beth.
Agora, em Amante Eterno, voltamos as sombras noturnas de Caldwell para conhecer o mais forte e mortal dos membros da Irmandade. É Rhage, conhecido por Hollywood devido a sua aparência estonteantemente bela e por sua fama de conquistador. Ficamos sabendo, porém, que o comportamento explosivo de Hollywood não é em função de seu gênio difícil e sim de uma antiga maldição que foi lançada sobre ele.

"Na clareira havia uma criatura. Quase três metros de altura, semelhante a um dragão, com dentes como os de um tiranossauro rex e afiadas garras dianteiras. A coisa brilhava ao luar, o poderoso corpo e cauda cobertos com escamas que refletiam do verde ao púrpura.
─ Que diabos é aquilo? ─ murmurou Butch, tateando para se certificar de que a porta estivesse mesmo fechada.
─ Rhage. De muito mau humor." - Página 49-50

Até aqui apenas narrei fatos, mas não posso deixar de dizer que tudo isso (como tudo o que se segue) não passa de uma fórmula pronta. Acredito que todos os livros dessa série tem esse mesmo formato, um herói de extrema beleza, ou charme, intenso magnetismo sexual e muita força; marcado por uma cicatriz física ou psicológica (as vezes as duas); que acaba apaixonado e para viver a paixão deve confrontar-se.
Em Amante Eterno o amor que se apresenta a Rhage é Mary Luce. É nesse ponto que o drama se acentua, pois Mary tem uma doença grave, Leucemia. Para Rhage a doença não seria impecílio se não fosse o fato de Mary ser humana e de sua besta interior ter o desejo de possuí-la.

"Deus, não sabia como não havia entendido antes. Talvez só quisesse evitar a verdade.
Estar com Mary era diferente porque... ele não era o único que queria fazer amor com ela. A besta a queria também. A besta queria sair para poder tomá-la." - Página 375

E o livro transcorre normalmente, entre trechos de luta, drama e sexo, até um final que não surpreende, como todo o resto.
Amante Eterno é um livro de enredo fraco e previsível. O que talvez esteja despertando tantas fãs da série é sem dúvida a maneira como J. R. Ward estruturou seus personagens masculinos e, também, femininos. Eles são, com certeza, o sonho da maioria das mulheres. Elas, na maioria das vezes simples, de beleza comum, ou belas de espírito leve, mas a tentativa parece ser sempre aproximá-las da realidade. No final a fantasia gerada na mente das leitoras é um afago ao próprio ego.
Espero não ser massacrada por essa resenha, mesmo porque respeito muito as fãs desses livros, mas já que cheguei até aqui concluo que os livros das série Irmandade da Adaga Negra não passam de "livros de banca" editados para as livrarias.
Minha Avaliação: ♦♦♦♦♦ (regular)

sábado, 14 de abril de 2012

Música da semana: My Valentine - Paul McCartney

Todos já devem ter assistido mas não posso deixar de compartilhar. Trata-se do clipe da nova música de Paul Mccartney. Talvez passasse despercebido se não fosse a participação de dois atores maravilhosos: Johnny Depp e Natalie Portman. Os dois aparecem no clipe que foi dirigido pelo próprio Paul. A música é linda e, além disso, achei o clipe bastante sensível.
Não posso deixar de dizer que o Johnny está lindo demais como sempre e a Natalie (gosto bastante dela) está fabulosa. Eles aparecem fazendo linguagem de sinais, Natalie move os lábios conforme a letra da música e Johnny aparece tocando. Na verdade são três versões do clipe. Na primeira apenas Johnny, super sério e com um olhar fatal. No segundo apenas Natalie, que deu um toque bem mais leve. No terceiro temos os dois, chega a arrepiar!
Bom, para quem não viu e para quem quer ver novamente... My Valentine!


Espero que tenham gostado! Até a próxima.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Novidades no Blog

Oi pessoal!
Quanto tempo! Vou logo começar me desculpando pelo tempão em que estive fora. É verdade que o blog está meio largado ultimamente. Mas é por um bom motivo, os estudos! Esse ano iniciei minha tão sonhada faculdade de Produção Editorial. Em breve estarei com as mãos na massa, ou melhor, nos livros!
Hoje volto para anunciar a minha parceria com a escritora do livro O Perfume da Rosa, Haydee Victorette. Ela já me enviou o livro e em breve a resenha estará por aqui, mas o melhor de tudo é que ela também me enviou um exemplar extra para sorteio! Então preparem-se, em breve o Hellen's Stuffs vai presentear um dos leitores com esse livro lançado pela editora Novo Século. Vamos prestigiar os novos talentos da literatura brasileira!
Conheça um pouco sobre a Haydee e o livro O Perfume da Rosa:

Haydee Victorette
Em julho de 2010, em conjunto com seu amigo e escritor Oberdan F. C. Lira, fundou o clube "Café Literário" que deu origem a seu primeiro romance. Nasceu em Cuiabá-MT, atualmete mora em Campo Grande-MS em companhia do marido Afonso e de seu cachorro Eros. Se dedica a escrever o próximo romance.    


                                   




O Perfume da Rosa
"Os segredos não podem ser guardados tão profundamente que nunca possam ser desenterrados… Às vezes, eles voltam para cobrar o seu preço." Londres, século XIX. Duas órfãs, Elizabeth e Samantha, aos cuidados de uma duquesa autoritária. Arthur, um duque libertino, encarregado de apresentar Elizabeth à sociedade e um assassino cruel à espreita… Mulheres relacionadas ao Duque de Devonshire são cruelmente apunhaladas até a morte e uma rosa é deixada sobre os corpos. Em meio ao pânico crescente, em um jogo de perseguição ao assassino, nasce um amor tempestuoso e irresistível…"












É isso ai... Espero que tenham gostado das novidades! Eu adorei!
Em breve teremos uma entrevista com o escritor Paulo Wainberg. Aguardem...

segunda-feira, 19 de março de 2012

O Dia Seguinte - Luis Eduardo Matta

Título: O Dia Seguinte
Autor: Luis Eduardo Matta
Editora: Escrita Fina
Páginas: 252
ISBN: 975-85-63877-33-8
Gênero: Literatura Infanto Juvenil.
Nova York,
11 de setembro de 2001.
Para muitos era o fim do mundo.
Para Antônio e Michael era só o começo da tragédia.

O Dia Seguinte é um thriller de aventura e suspense de ritmo intenso. A narrativa se inicia na manhã do dia 11 de setembro de 2001. Antônio é um adolescente brasileiro, filho de Farid Wassouf, descendente de sírios. O garoto viaja com a mãe, Leila, para os Estados Unidos quando o pai desaparece misteriosamente. O sócio de Farid na empresa Wazimed, o judeu Yaakov Zilberman que é também seu grande amigo, convoca Leila para ua reunião na torre norte do World Trade Center.
Quando se despede de sua mãe, na manhã do dia 11 de setembro, Antônio não podia esperar que em poucos instantes sua vida tomaria rumos inesperados. A esposa de Yaakov, Rchel, resgata Antônio do tumulto causado pelo ataque terrorista as torres gêmeas e o leva para sua casa, uma mansão em Manhatan. É ali que Antônio conhece Michael, filho de Yaakov e Rachel.


Ele não completou a frase. De repente, todo o andar foi furiosamente sacudido, como um veículo que acaba de ser atingido em alta velocidade na traseira por um outro, maior. O impacto arrancou Leila e Yaakov das suas cadeiras com violência e arremessou-os no chão.Era 8:46. O inferno havia começado.

Com a ajuda de Michael, Antônio inicia, no dia 12 de setembro, uma busca que os leva de Manhatan as perigosas ruas do Bronx. Antônio precisa encontrar o pai, isso se ele ainda estivese vivo, e enfrent, por esse motivo, uma conspiração terrível.
Quem seria o líder de um grupo contrabandista infiltrado na Wazimed? Quem é o homem oculto pelo codnome "Bispo", que seria o responsável pelo desaparecimento de Farid? Essas são perguntas para as quais esses garotos precisam encontrar respostas.

A corrida foi desesperada. Era possível que tivesse atraído a atenção de alguém na vizinhança mas Antônio e Michael preferiram não pensar nisso e se concentraram em sumir dali antes que surgsse um exército de pessoas atrás deles.

O Dia Seguinte é um livro leve, dinâmico e envolvente sobre amizade e traição. Não é um livro excepcional, mas bem escrito. Confesso que não gostei da capa, tenho certeza de qe muitas pessoas serão de mesma opinião. É pouco interessante e não desperta atenção. Porém, se não julgarms o livro pela capa, encontrareos uma leitura fácil e sutil, que prende o leitor.
As personagens não são complexas e o enredo não gera grandes surpresas, mas a levesa e sensibilidade do autor tornam O Dia Seguinte um livro que vale a pena ser lido. É voltado para o público infanto-juvenil, que com toda certeza vai agradar seu públco alvo e despertar interesse pela leitura. Indico!
Minha Avaliação: ♦♦♦♦♦

sexta-feira, 9 de março de 2012

Cem anos de Solidão - Gabriel García Marquéz

Título Original: Cien Años de Soledad
Título: Cem anos de Solidão
Autor: Gabriel García Marquéz
Editora: Record
Edição: 78º
Tradução: Eric Nepomuceno
ISBN: 978-85-01-07889-6
Páginas: 447
“... que em qualquer lugar em que estivessem recordassem sempre que o passado era mentira, que a memória não tinha caminhos de regresso, que toda primavera antiga era irrecuperável, e que o amor mais desatinado e tenaz não passava de uma verdade efêmera."

Do premiado escritor Gabriel García Marquéz (Nobel de Literatura), Cem anos de Solidão é uma obra impactante, profunda e sensível. É a história de uma estirpe marcada pelo tempo e assolada por sentimentos opressores e intensos.

Várias resenhas sobre Cem anos de Solidão tem início com a frese: "O livro conta a história de Macondo, um vilarejo fictício", mas seria correto dizer que o livro narra a trajetória de uma família, os Buendía. Já na primeira página o leitor se depara com uma incrível árvore genealógica, onde já pode ter uma ligeira noção das relações que serão narradas em todo o livro.

Escrita com maestria, a obra se desenrola a partir da figura de José Arcádio Buendía, que se casa com sua prima, Úrsula Iguarán. Devido ao parentesco, Úrsula teme que seus filhos nasçam com rabo de porco, como já teria acontecido com outro casal da família que possuía laços de sangue. Por causa do temor de Úrsula, que se recusou a consumar o casamento, José Arcádio acaba se envolvendo em uma briga para limpar sua honra, e mata Prudêncio Aguilar (cujo fantasma passa a persegui-lo); fugindo, em seguida, com a esposa e outros companheiros. Em sua viagem de fuga, José Arcádio funda Macondo, um povoado pequeno e isolado do mundo. É em Macondo que a história dos Buendía se inicia.

Privados do contato coma civilização, José Arcádio mergulha em sonhos de progresso; sonhos estes que são regados de esperança quando ele conhece Melquíades, um cigano estudioso de Alquimia.

Macondo vai se modificando a medida que seus moradores vão se transformando. A partir de José Arcádio Buendía e Úrsula Iguarán são descritas sete gerações, um século de histórias que parecem, assustadoramente, repletos de acontecimentos que se repetem.

Cem anos de solidão é um daqueles livros raros que parecem se encarregar de enredar o leitor até o final, e depois finca raízes permanentes na memória. São 447 páginas de sentimentos tão fortes que se torna impossível ler sem se tornar refém.

Este foi o primeiro livro que li de Gabriel García Marquéz e tenho certeza de que não será o último, pois me tornei fã do autor. Indico esse livro sem medo. É verdade que dizem que poucas pessoas conseguem chegar ao final do livro, e isso é compreensível, não é uma leitura fácil. É uma obra extremamente descritiva, complexa e repleta de informações. As personagens são diversas e o enredo cheio de reviravoltas.

Apesar de aparentar certa confusão de nomes e acontecimentos, um leitor atento poderá perceber que todos os elementos são cíclicos e, por isso, perfeitamente arrematados. Isso acontece por uma razão, que se torna bem clara no final, causar sensações de nostalgia e "déjà véanus".

Drama, romances, paixões arrebatadoras, amargura, sonhos, delírios, esperanças e solidão são alguns dos sentimentos despertados nesse livro maravilhoso. Cem anos de Solidão é uma obra completa. Leitura indicada!

Minha Avaliação: ♦♦♦♦♦ (Ótimo)  ♥ (Favorito)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Unhas - Paulo Wainberg

Título: Unhas
Autor: Paulo Wainberg
Editora: Leya
Página: 248
ISBN: 978-85-62936-46-3
"Atormentado pela paixão? Acabe com ela. Cartas para unhas: caixa postal número..."

No Cômodo mal iluminado, Elisa tenta se situar. Sentado diante dela, o homem fala em voz baixa, usando um tom carinhoso, quase paternal. Pelo que sabe, os sequestradores não conversam com suas vítimas. Além disso, ele não falava como um bandido.
Para ele, era uma experiência nova: jamais havia contado a alguém o que fazia. Entretanto, diante dela, Unhas sentia-se impelido a falar, a se gabar. Leitor de romances policiais antigos, foi por meio deles que descobriu que podiam haver outras emoções além das que sua vida cotidiana proporcionava.
Ao longo dos anos, constatara que as pessoas sofrem por compulsão. Raras são as que usam a inteligência. Em nome do sofrimento coletivo. Como uma unha mal cortada, que destrói o prazer que as outras unham proporcionam.
Esta missão diferenciava-se de todas as anteriores. Unhas estava convicto de que faria um favor a Elisa.

Unhas é o pseudônimo de um homem comum, que se cansa da rotina de sua vida e acaba descobrindo uma forma mais interessante de viver, buscando o prazer. Esse homem, que demonstra graves falhas de caráter se é que ele tem caráter, encontra o máximo de prazer na morte. Ele coloca um anuncio no jornal e inicia seu novo modo de vida como "exterminador de paixões proibidas".
Atendendo apenas clientes do sexo masculino por considerar as mulheres capazes de lidar com suas paixões e sendo quase sempre causadoras dos problemas, Unhas passa a executar seus serviços. Ele cobra uma taxa alta, mas o que os clientes não sabem é que ele não faz por dinheiro, mas pelo prazer.
Elisa é um desses trabalhos que Unhas está prestes a concluir. O livro tem início com esta personagem, confusa e temerosa, tentando entender que tipo estranho de sequestrador era aquele. Na verdade Unhas descobre em Elisa uma forma de aumentar o prazer de seu trabalho contando à sua vítima suas motivações e gabando-se de sua sagacidade.

Diante de Elisa, no quarto fechado, ele fala sem parar, aproveitando a sensação de superioridade, o gozo do anticlímax, adiando o momento final, o instante sublime da plenitude do prazer, do exercício do poder absoluto.  
 Paulo Wainberg criou uma história de suspense psicológico incomum e surpreendente. Narra o terror de Elisa e ao mesmo tempo leva o leitor a conhecer Unhas, um homem desequilibrado e cruel. Além disso, ainda intercala no meio dos acontecimentos trechos de uma outra história, na qual Unhas se inspirou para executar seu último trabalho.


Lauren Lee Taylor, de vinte e dois anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça, no interior de um quarto hermeticamente fechado por dentro, a única porta com a chave na fechadura, três trancas de correr fechadas e a janela trancada com duas madeiras pregadas em forma de X. Não havia aberturas no teto, no chão ou nas paredes. Era impossível algém sair daquele quarto.

A natureza humana, bem como a podridão do próprio corpo, é assunto recorrente no livro. As motivações e intenções mais primitivas que levam um indivíduo a cometer os mais diversos e hediondos crimes são trazidos a tona no monólogo de Unhas diante de sua prisioneira Elisa.

O corpo humano. Existe algo mais bonito na natureza? Mais prefeito, mais harmônico, mais estimulante? O seu interior, no entanto, é asqueroso, e uma pequena amostra do que existe embaixo da pele é nauseante. Tão lindo por fora, tão nojento por dentro. E nós, pessoas, ainda queremos ter razão!

O livro para mim foi uma completa surpresa. Esperava um bom livro e descobri mais do que isso, uma leitura peculiar e assombrosa. Unhas é um livro muito bem escrito e inovador. Wainberg desenvolveu uma narrativa intensa, que não segue ordem cronológica e que gera no leitor sensações diversas. O final do livro é surpreendente. É complicado falar sobre isso sem deixar spoilers, mas, o que posso dizer é que o fim acompanha com perfeição os acontecimentos narrados durante todo o livro.
Confesso que algumas partes me chocaram bastante, mas em geral gostei da leitura justamente por fugir dos padrões.
Leitura recomendada!
Minha Avaliação: ♦♦♦♦♦ (Bom)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A Vida Secreta de Merlim - Heloisa Prieto

Título: A Vida Secreta de Merlim
Autora: Heloisa Prieto
Ilustração: Janaina Tokitaka
Editora: Escrita Fina
ISBN: 978-85-632-02-2
Páginas: 63

Numa narrativa extremamente ágil, revela-se outro lado da história da Távola Redonda: o relacionamento secreto de Merlim e Vivian, a fada do lago, determinando o rumo dos acontecimentos.

Narrada pelo mestre Blaise, o escritor mítico dos livros de alta magia, e entremeada por versos adaptados de antigos poemas celtas de encantamento, desenrola-se aqui a vida de Merlim, por um ângulo nunca antes visto.
Merlim é metade elfo, metade humano. Porém mais que isso, é criança. É certo que uma crinaça pouco comum - criado por lobos e possuidor de dons mágicos e muita sabedoria -, mas, ainda assim, criança. Vive sua infância em companhia de Vivian, a fada do lago. Transmutando-se em inúmeros animais, brincam livre e prazerosamente pela floresta.
O menino e suas profecias logo se tronam conhecidos pelos nobres, e Merlim vê sia vida na floresta interrompida para que, desde muito jovem, se torne conselheiro da realeza.
Crescendo na corte, em meio a conflitos de toda espécie, Merlim no entanto, continua ligado a Vivian. Encontram-se principalmente em sonhos em que vivem o amor que sentem um pelo outro, ainda que não completamente.
Mesmo tornando-se protetor e conselheiro do rei Artur, o maior líder lendário da Europa, jamis perde o elo com a dama do lago e juntos conduzem o destino do monarca e da Inglaterra.


A Vida Secreta de Merlim me foi enviado pela editora parceira Escrita Fina. Demorei um pouco para ler por que estava terminando A Guerra dos Tronos, o primeiro livro da série Cronicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin (em breve postarei a resenha). Logo que terminei, tratei logo de pergar A Vida Secreta de Merlim, e conclui a leitura em cerca de meia hora.
Trata-se de uma reeleitura da lenda do Rei Arthur, o mago Merlim, a Távola Redonda e a Excalibur. A diferença é que o foco é sobre a vida de Merlim, desde a Infância. A trama tem início quando o mestre Blaise, descrito como um escritor mítico e observador de todos os acontecimentos que acercam a vida de Merlim e Arthur começa a narrar àquilo que presenciou.
Ficamos sabendo sobre o nascimento de Merlim, cujos pais, Midhir, um elfo, e a princesa do reino de Dyfed, têm um relacionamento proibido. O fruto desse amor é o meio humano Merlim, um mago poderoso. A sabedoria de Merlim o torna conselheiro do rei Ambrosio
Um dia o rei Uther, um rei egoísta e cheio de vontades, filho de Ambrosio, procura Merlim para lhe pedir Igraine, uma mulher casada. Merlim prevê o nascimento de um homem importante a partir dessa relação, e usando sua magia, torna possível ao rei Uther passar a noite com Igraine. Sua única condição é que o bastardo que nascesse fosse chamado Arthur. E assim foi.
No mesmo período em que Arthur nasce Vivian dá a luz a um filho. Filho de Merlim? A dúvida permanece. Lancelot nasce destinado a ser amigo de Arthur, e ao mesmo tempo, destinado a fazê-lo sofrer. Quando o rei Arthur se apaixona por Guinevere e decide casar-se com ela, acaba por traçar de vez a sua própria queda.
A Vida Secreta de Merlim é um livro bem curto, e muito resumido. Heloisa Prieto tinha em mãos uma boa história, mas não chegou a explorar o suficiente. Ao ler tive a impressão de que tinha em mãos uma resenha, e não um livro. É verdade que depois de ler um livro extenso como A Guerra dos Tronos, qualquer outro acaba parecendo curto e objetivo demais. De qualquer forma, não posso dizer que teria gostado se a circunstância fosse outra.
Por ser uma história medieval clássica e conhecida, não posso deixar de indicar. Principalmente aos fãs da literatura fantástica e medieval.
Minha Avaliação: ♦♦♦♦♦ (Regular)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O Leitor Recomenda: Alguém para Amar - Judith McNaugth

Quem recomenda:
Carolina Lopes

Blog/Site:
Cantinho da Carolina

Título do livro:
Alguém para Amar

Autor:
Judith McNaugth

Tema:
Romance

Gênero:
Literatura Estrangeira

Classificação:
♦♦♦♦♦ (Ótimo)

Sinopse:
“Uma bela condessa de dezessete anos só podia estar destinada a brilhar na requintada sociedade de Londres. Mas Elizabeth Cameron era muito diferente das jovens de sua época. Órfã, havia sido criada longe dos salões londrinos e não sabia que ligações afetivas e financeiras frequentemente se entrelaçavam, em sutis arranjos de interesses. Não por acaso sua festa de debutante resultou num verdadeiro escândalo: era ingénua demais para suspeitar de intrigas, impulsiva e imatura em excesso para lidar com lan Thornton, um homem atraente, no entanto perigosamente hábil nos jogos sociais. Elizabeth apaixonou-se por ele à primeira vista e, da noite para o dia, viu todos os seus sonhos se desmancharem. A paixão que sentia foi transformada em pecado, seu amor tornado impossível.”


O que achou do livro:
A leitura do livro é rápida e deliciosa, é aquele tipo de livro que você pega e não quer mais largar até terminar, e enquanto está lendo não vê o tempo passar. E quando acaba, deixa um gostinho de quero mais e aquela deliciosa depressão pós-livro. Adoro a escrita de Judith McNaught e dos três livros que li dela, esse é o melhor na minha opinião. Alguém para Amar é um livro imperdível. É um dos melhores romances que li.Todos que gostam de um bom romance histórico devem ler. Recomendadíssimo!!!

Trechos do livro:
"— E quanto à necessidade de saber quem eu sou, a resposta é muito simples. — As mãos dele acariciaram-lhe o rosto pálido e, depois, deslizaram até a nuca, segurando-a com delicadeza — Eu sou o homem com quem você vai se casar.
— Ah, meu Deus!
— Creio que é tarde demais para começar a rezar — brincou ele.
— Você... deve estar louco! — ela murmurou, trêmula.
— Sim, é exatamente o que eu penso — lan sussurrou e, inclinando a cabeça, pressionou os lábios em sua testa. Puxou-a contra o peito, abraçando-a como se soubesse que ela iria lutar, se tentasse avançar mais. — Não estava nos meus planos, srta. Cameron.
—Ah, por favor... — ela implorou, transtornada. —Não aja assim comigo, eu não entendo nada disso... Não sei o que está querendo...
— Quero você. — Segurando-lhe o queixo entre os dedos, lan obrigou-a a erguer o rosto e encarar seu olhar firme. — E você também me quer.
Elizabeth sentiu o corpo todo estremecer quando os lábios dele aproximaram-se dos seus, e tentou adiar o que sabia ser inevitável.
— Uma inglesa bem-criada não sente nada mais forte do que afeição — argumentou, citando uma das frases de Lucinda. Nós nunca nos apaixonamos. Os lábios quentes de lan tocaram os dela.
— Eu sou escocês — ele murmurou. — Nós nos apaixonamos."


Quer ver seu livro favorito postado aqui no blog? Recomende um livro AQUI!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Nova Parceria: Paulo Wainberg

O blog começou o ano muito bem. Estou aqui novamente para apresentar o novo autor parceiro do Hellen's Stuffs. Trata-se do autor de vários livros publicados, o mais recente, "Unhas" pela editora Leya.
Um pouco de Paulo Wainberg e de seus livros:

Paulo Wainberg nasceu em 1944, em Porto Alegre, RS. É Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Assim ele se descreve: Sou jovem, quase uma criança. Porque adoro futebol, gosto de acordar tarde e tenho paixão por sorvete. Sou também um senhor respeitável, advogado, pai de família, cabelos grisalhos e uma ou outra ruga no canto dos olhos. Nunca abandonei minha revolta com as injustiças, o desejo de um mundo melhor, o romantismo e o amor pela beleza, principalmente a feminina. Escrever não é sacrifício, muito pelo contrário, é um enorme prazer que descobri quando há cinqüenta e três anos li meu primeiro livro: Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Antes lia gibis, adorava O Pato Donald, Batman, Super-Homem, Brucutu e Os Sobrinhos do Capitão. Quando li o primeiro livro, fiquei encantado: ler sem figurinhas também era muito bom. E uma coisa me intrigou: Como é que se podia, apenas com palavras, contar uma história sem desenhos e, mesmo assim, eu conseguia “ver” os personagens, os ambientes, os caminhos percorridos? Foi uma revelação quase assustadora perceber que tudo o que Monteiro Lobato escrevia eu conseguia enxergar, como se houvesse desenhos na minha cabeça. Foi aí que resolvi ser escritor. Queria usar palavras para que os outros “vissem”, com os olhos da mente o que as palavras significavam. Então, comecei a escrever e não parei mais.

Livros:

Unhas
Ele era contador, tinha uma vida tranquila de classe média, esposa e filhos, um escritório com secretária e uma rotina sem transtornos. Porém, ao deparar-se com um desconhecido na recepção de um hotel, descobriu sua verdadeira vocação: ser um exterminador de paixões proibidas. Esta revelação mudou a vida deste homem até então tão tranqüilo. Os mandantes do crime são pessoas aparentemente normais, porém, almas atormentadas por uma paixão impossível. Há, por exemplo, o professor e pai de família que apaixona-se por sua aluna e larga todos para viver esse amor. Mas a jovem logo fica entediada e o abandona. Ele não suporta a perda e decide matá-la. Em um clima de suspense, que perpassa todas as páginas do livro, o escritor Paulo Wainberg, prende a atenção do leitor ao mergulhar na mente de um psicopata e não poupar detalhes, mesmo os mais cruéis. 





terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Nova Parceria: Vanessa de Cássia

Olá pessoal! Estou passando para anunciar a nova autora parceira do Hellen's Stuffs, a autora do livro "Entre amores cruzados", publicado pela editora Novo Século, Vanessa de Cássia. Para quem não conhecia, um pouco sobre a escritora e o livro:

"Sou trabalhadora, engraçada, cheia de dor, uma menina-mulher, 24 anos, filha de Rita e Edmilson, irmã da Andressa e Feiosa do Ita. Leitora de tudo. Apaixonada por livros, televisão, filmes, lanches, e muita música boa. Gosto de cores, sabores e lugares diferentes. Gosto do que me consome. Eu literalmente me adoro. Me curto. Tenho manias terríveis. Vou ter eternamente os cabelos vermelhos. E com várias tatuagens. Amo muito dançar, liberta a alma. Essa doce ilusão de achar que me entendo e ainda dividir com as pessoas os segredos da vida. Sou magrela, amarela, bela e tagarela. Amo sorrir e amo chorar. Gosto da felicidade e admiro a tristeza. Sou um pouco de tudo e um tudo de nada! Tenho várias caras. Uma é quase bonita, a outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo."






Livro:

 Verônica pensa que está voltando de suas crises diárias, vive em uma profunda dor, que ela mesma causa. Quando se vê diante do amor, onde tudo passa ou simplesmente some! O amor cura suas dores; Ela pensa assim. Começa a viver novamente e sentir o verdadeiro sentido da vida, fiel a ela e a seu amor para curá-la. Em sua busca ela encontra e reencontra amores, do presente e do passado. Ela se vê dividida, e decide vivenciar cada amor do seu jeito. Amando ela segue, mas só não sabe onde vai chegar esses amores. Que tanto a faz sentir-se viva, como pode ser seu verdadeiro buraco negro. Uma pequena grande mulher, tentando descobrir as aventuras e desventuras do amor... Vivendo um bom e quente triângulo amoroso.
Com palavras doces, sentimentos contidos, amor corriqueiro, muita sensualidade, lutas por vencer e um grande desafio aos que lerem com carinho e dedicação, assim como foi feita essa incrível história... 

domingo, 8 de janeiro de 2012

A Esperança - Suzanne Collins

Título: A Esperança
Título Original: Mockingjay
Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco
Tradução: Alexandre D'Elia
ISBN: 978-85-7980-086-3
Finalmente a submissão dará lugar à liberdade. Será?

A guerra é mais voraz do que qualquer jogo.
Haverá vencedor na luta contra a Capital?

Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução.
A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo.
O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra?

[Atenção para Spoillers do 1º e 2º livro da série]
Após participar dos cruéis Jogos Vorazes e do Massacre Quartenário, e sobreviver, Katniss Everdeen se vê como peça principal de uma teia política. Ela descobre que a explosão da arena-relógio já fora praticamente premeditada pelos líderes do Distrito 13, que afinal, existia. 
"Queimando. Ainda queimando, penso entorpecida. As chamas nas minas de carvão soltam fumaça preta ao longe. Todavia, não sobrou ninguém para se importar com isso.
Mais de 90 por cento da população do distrito está morta. Os mais ou menos oitocentos que restaram estão refugiados nos distrito 13 - o que, até onde si, é a mesma coisa que não ter mais casa para o resto da vida." - Página 12
Esses líderes do 13 escolheram resgatar Katniss da arena e deixaram Peeta para trás. Agora ela tem de se tornar o símbolo revolucionário, o Tordo.
Os rebeldes iniciam a guerra em todos os distritos, e Katniss, Gale, Finnick, e outros, são enviados para as batalhas para gravar propagandas de TV, que são lançadas na programação da Capital pelo astuto Beetee. Eles, no entanto, encaram situações de risco reais.
Peeta, que foi aprisionado pela Capital, sofre seus próprios momentos de terror. Ele é usado pela Capital para rebater os efeitos dos comerciais de guerra protagonizados pelo Tordo. Porém acaba atrapalhando ps planos do presidente Snow, e pagando caro por isso.
"- Katniss... como você imagina que tudo isso vai acabar? O que restará? Ninguém está seguro. Nem na Capital e nem nos distritos. E você... no 13... - Ele respira fundo, como se estivesse lutando para conseguir oxigênio, seus olhos com uma aparência insana - Estará morta de manhã!
(...)
A câmera arrancada de alguém filmando o ladrilho branco do chão. O som de botas. O impacto do golpe que é inseparável do grito de dor emitido por Peeta.
E o sangue dele espalhando-se pelo ladrilho." - Página 147
A guerra é infinitamente pior que as arenas, e modifica a vida de todos. As marcas que causa são profundas. Haveria alguma esperança para a Panem?
Este terceiro livro da trilogia Jogos Vorazes é surpreendente. O primeiro volume é marcado de ação, prende a atenção e causa fortes emoções, porém, de certa forma, possui um final previsível e desejado pelo leitor. O segundo Volume, Em Chamas, talvez o mais fraco da trilogia, brinda o leitor com um retorno a arena. Dessa vez o final do livro é abrupto. Em contrapartida, o terceiro livro é farto de acontecimentos. São tantos que acabam gerando a sensação de que o livro é muito maior do que na realidade. Mas o melhor é o final, que não se pode prever ou imaginar.
Suzanne Collins, digo sem medo, presenteou-nos com uma trilogia inesquecível, diferente de tudo o que já se viu por ai. Os personagens são profundamente bem trabalhados. É impossível abandonar as impressões que os livros causam, é uma verdadeira torrente de sensações das mais variadas.
Katniss, Peeta, Haymitch, o próprio vilão Snow, entre tantos outros, são perfeitamente caracterizados a ponto de parecerem reais e ganharem vida.
Sem dúvida esses livros entraram para a minha lista de favoritos. Completamente indicados.
Minha Avaliação: ♦♦♦♦♦ (Ótimo)

Série Completa:
Jogos Vorazes (já postado anteriormente)
Em Chamas (já postado anteriormente)
A Esperança

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Nova Parceria: Maurício Gomyde

Olá pessoal!
É com muita alegria que anuncio o novo parceiro do Hellen's Stuffs, o autor dos livros "Ainda não te disse nada" e "O Mundo de Vidro". Gentilmente o Maurício aceitou meu pedido de parceria e já está preparando surpresas para os leitores do blog já para o começo do mês de fevereiro.

Para quem não o conhece, um pouco de Maurício Gomyde:


"Nasci em São Paulo, capital. Meu pai é engenheiro e minha mãe pianista. Quando eu tinha 3 anos, meu pai foi chamado trabalhar no Ministério da Indústria e Comércio e viemos todos pra Brasília. Culpa da mudança da capital...

Brasília sempre foi uma cidade estranha. Bom, pelo menos pra quem é de fora. Mas eu já me considero brasiliense, e adoro isso aqui. Não mudo nem por decreto! rs Acho que é a cidade mais bonita do mundo, e, pelo menos quanto ao céu, isso é indiscutível!
Sou são-paulino, geminiano, escritor, músico (compositor, baterista, vocalista), gosto de comer qualquer coisa, menos fígado de boi, dobradinha e buchada de bode. Minhas comidas preferidas são bacalhau e a combinação arroz, feijão, carne moída, ovo e banana. Bebo pouco, prefiro cerveja. Nunca fumei, não fumo, nunca fumarei. Cigarros de qualquer espécie! Drogas, nem pensar. Também de qualquer espécie.
Estudei Engenharia Mecânica na UnB. Abandonei. Depois fui pra Ciência da Computação, também na UnB. Abandonei. Em seguida, consegui me formar em Processamento de Dados, pena Uneb. Finalmente! Depois, estudei dois anos de cinema, na UnB. Abandonei, também! Não sei se gostava de fazer vestibular, mas confesso que o gosto de abandonar o curso era amargo. Fazer o quê? Aconteceu... Sobrevivi e cá estou!"

Livros do autor:

Ainda não te disse nada
"Ninguém mais escreve cartas hoje em dia", Marina pensava. Até que um dia uma caiu em suas mãos por engano e mudou o rumo de sua vida. Levou-a ao lugar que ela sempre sonhou. E a conhecer o amor do jeito que nunca imaginou, da forma mais improvável do mundo...







O Mundo de Vidro
"Até onde pode ir a paixão de uma pessoa por outra? Como, quando e por que começa? Até que ponto pode-se cometer alguma loucura para fazer parte da vida de alguém? Quais as consequências da paixão avassaladora incompreendida? "

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Em Chamas - Suzanne Collins

Título: Em Chamas
Título Original: Catching Fire
Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco
Tradução: Alexandre D'Elia
ISBN: 978-85-7980-064-1
Páginas: 413
As fagulhas se acendem.
As chamas se espalham.
E a capital que vingança.

Depois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem. Aqui e ali, distúrbios e agitações nos distritos dão sinais de que uma revolta é iminente. Katnisse e Peeta, representantes do paupérrimo Distrito 12, não apenas venceram os Jogos, mas ridicularizaram o governo e conseguiram fazer todos - incluindo o próprio Peeta- acreditarem que são um casal apaixonado.
A confusão na cabeça de Katniss não é menor do que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescentes vitoriosos - transformados em verdadeiros ídolos nacionais - podem ter na população. Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle, mesmo que isso signifique forçá-los a lutar novamente.

Depois do eletrizante Jogos Vorazes, a história de Katniss continua em Em Chamas. Após vencer os Jogos Vorazes, um Reality Show sanguinário imposto pela Capital, junto com Peeta, Katniss descobre que eles ainda correm sério perigo.
"Se pudesse escolher, tentaria esquecer por completo os Jogos Vorazes. Jamis falaria neles. Fingiria que não eram nada além de um sonho ruim. Mas a Turnê da Vitória torna isso impossível. Estrategicamente situada quase que entre um Jogo e outro, ela é uma maneira de manter o horror vivo e presente. Não apenas nós, residentes dos distritos, somos forçados a nos lembrar da mão de ferro do poder da Capital a cada ano, como também somos forçados a comemorá-la. E esse ano eu terei de viajar de distrito em distrito para aparecer diante das multidões entusiasmadas, que secretamente me odeiam, para olhar bem nos rostos dos familiares cujos filhos eu matei..." Página 10
O que aconteceu no final dos jogos, o episódio das amoras que causou uma vitória dupla, foi interpretado como um ato de rebeldia contra a Capital. Katniss recebe uma visita do próprio presidente Snow, que lhe faz um alerta para que ela concerte o mal que causou. A solução aparentemente é convencer a todos que sua atitude na arena foi por amor a Peeta. Ela descobre, porém, que por mais que se esforce, terá de enfrentara vingança da Capital. Não pode existir dois vitoriosos nos Jogos Vorazes.
"Giro a maçaneta de metal polido e entro. Meu nariz registra aromas conflitantes de rosas e sangue. Um homem pequeno e de cabelos bracos que me parece vagamente familiar está lendo um livro. Ele ergue um dedo como que para dizer: "Só um instante". Em seguida se vira, e meu coração quase para de bater.
Estou olhando bem nos olhos de serpente do presidente Snow." - Página 24
"Do ponto de vista do presidente, ignorei Peeta e ostentei minha preferência pela companhia de Gale diante de todo o distrito. E, ao fazer isso, deixei bem claro que estava, na realidade, fazendo pouco da Capital. Agora havia deixado Gale em perigo, e sua família e minha família e Peeta também, em função da minha falta de cuidado." - Página 36
O Massacre Quartenário está para acontecer em comemoração dos 75 anos de dominação da Capital sobre os Distritos. Este ano os organizadores decidem que os tributos que participarão do massacre serão um casal de vitoriosos de cada Distrito. Katniss está novamente nos Jogos Vorazes, dessa vez ela poderá ter como companheiro de Distrito Peeta ou Haymitch, seu mentor nos Jogos do ano anterior. Com um final surpreendente, Em Chamas da, com perfeição, continuidade a história iniciada em Jogos Vorazes.
"Balanço a cabeça afirmativamente. Ele quer dizer que só há um futuro possível, se eu quiser manter aqueles que amo vivos e permanecer viva. Terei de me casa com Peeta."
Apesar de não superar o livro anterior, este também me fez prender a respiração, vibrar e me surpreender. Suzanne Collins conseguiu desenvolver uma continuação sem perder a linha e mantendo o mesmo estilo do primeiro. Leitura indicada! (Indispensável seguir a ordem correta dos volumes).
Minha Avaliação: ♦♦♦♦ (Muito Bom)

Série Completa:

Jogos Vorazes (Já postado no blog)
Em Chamas
A Esperança

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