terça-feira, 28 de junho de 2011

A Bicicleta Azul - Régine Deforges

Tão comovente quanto 
E o Vento Levou.
Um êxito de 5 milhões de exemplares!

França, 1939. Numa cidade do interior, Léa Delmas, uma jovem de 17 anos, desperta para os mistérios da vida, do amor e do sexo. Mas a guerra vem interromper brutalmente seus sonhos. Em meio à dura luta pela sobrevivência, Léa conhecerá as alegrias e tristezas de uma paixão arrebatadora.

"A narrativa épica de uma paixão tão intensa que faz a violência da guerra empalidecer".
-West Coast Review of Books-


   A Bicicleta Azul é o primeiro de uma série de 8 livros. A história se passa na França, durante a Segunda Guerra Mundial.
   Léa é a segunda filha de Pierre Delmas, dono de Montillac, uma propriedade vinícola próxima do mar. Léa amava Montillac assim como amava a si própria, orgulhosa, adorava atrair a atenção de todos os homens ao seu redor.
   Quando, depois de muitos anos, revê Laurent d’Argilat, Léa passa a cultivar por ele um amor obsessivo. Seus problemas começam quando descobre que o amado estava noivo de sua prima Camille d’Argilat.
   Na festa de noivado Léa decide declarar seu amor a Laurent, sendo por ele repelida, entretanto, um outro homem cruza seu caminho. François Tavernier era tido por muitos como um homem sem escrúpulos, em quem não se poderia confiar. Quando Tavernier avista Léa sente por ela um encantamento profundo, e mesmo presenciando a declaração de amor que fez a Laurent, insisti em convencê-la de que seria melhor amante do que o fraco e bondoso proprietário de Roches-Blaches.
   Com o estopim da guerra todos os planos e desejos acabam sendo vertiginosamente interrompidos. Laurent vai para a batalha, mas antes implora a Léa que cuide de sua esposa Camille, que estava grávida. Movida por seu amor, Léa aceita cuidar da moça e ambas terminam por vivenciar juntas os horrores da guerra.
  
Até ai fica explícita a semelhança com o enredo de E o vento levou, mas a partir desse ponto tudo se modifica e a história toma rumos bem diferentes. As personagens, porém, possuem a mesma essência das da outra obra. Léa tem a mesma força e obstinação que Scarlett, François Tavernier o mesmo caráter escuso e lábia de Rhett, Laurent a mesma fraqueza que Ashley e Camille demonstra a mesma fragilidade e inocência de Melanie.
Apesar de parecer a muitos se tratar de uma mera cópia, A Bicicleta Azul é um livro maravilhoso, uma releitura moderna e cheia de romance. A história é tão envolvente e arrebatadora que é impossível abandoná-la, ela acaba tomando um lugar na memória e no coração do leitor. Sem dúvida merece ser lido!


Trechos:
"O leve ruído do trinco na fechadura interrompeu os soluços de Léa. Tudo terminara! Estragara tudo. Nunca mais Laurent lhe perdoaria a cena ridícula, os insultos. Patife! Deixá-la humilhar-se como acabara de fazer! Enquanto vivesse nunca esqueceria tal vergonha.
Ergueu-se a custo, de rosto lívido, o corpo moído como após uma queda.
- Patife, patife, patife!
Com um pontapé, atirou um vaso onde crescia uma frágil orquídea, que foi estilhaçar-se contra as pedras.
- Ainda não acabou a encenação? - inquiriu uma voz saída da penumbra.
O coração de Léa parou de bater. Ela sentiu a garganta seca. Voltou-se de chofre.
François Tavernier avançava para ela lentamente. Léa estremeceu, cruzando os braços sobre o peito.
- Quer que eu a aqueça ou vá buscar um conhaque?
O tom protetor e irônico com que François Tavernier pronunciou essa frase fustigou o amor-próprio da jovem.
- Não preciso de nada. Que faz aqui?
- Descansava enquanto espero para falar com o sr. d'Argilat. É proibido?
- Podia ter anunciado a sua presença.
- Você não me deu tempo de fazê-lo, minha cara amiga. Adormeci e só acordei ao ouvi-la declarar o seu amor ao filho do nosso anfitrião. Que arrebatamento! Que paixão! O filho do sr. d'Argilat não merece tanto.
- Proíbo-o de falar dele nesse tom.
- Peço desculpas. Não quero magoá-la, mas tem de concordar que esse encantador cavalheiro se porta como um tolo ao repelir propostas tão sedutoras e. . . concretas.
- O senhor não passa de um bruto.
- Talvez o seja. Mas, se você tivesse demonstrado o mínimo interesse por mim, eu teria.
- Não vejo que gênero de mulher possa experimentar o mínimo interesse por um indivíduo como você.
- Engana-se, menina. As mulheres, as verdadeiras mulheres, gostam de se sentir excitadas.
- As mulheres que freqüenta, sem dúvida. Mas não as jovens...
- . . .bem-educadas. Como você?
Léa sentiu seus pulsos aprisionados por uma grande mão que a puxava. Mantendo os braços atrás das costas, viu-se colada ao homem que testemunhara sua humilhação. O ódio que então a dominou fez com que cerrasse as pálpebras.
François Tavernier fitava-a como se pretendesse devassar-lhe os pensamentos, mas, nos seus olhos, esvaía-se pouco a pouco a centelha de zombaria.
- Deixe-me, Detesto-o.
- Fica-lhe bem a raiva, sua selvagem!
Os lábios dele roçaram docemente os da jovem imobilizada. Léa debatia-se com uma fúria silenciosa. A mão de François aumentou a pressão, arrancando um grito de sua vítima. Com a outra, Tavernier agarrou-lhe os cabelos desgrenhados. Os lábios com sabor de tabaco e de álcool comprimiram-se com mais força contra os dela. Uma onda de raiva submergiu Léa. Mas, subitamente, percebeu que correspondia àquele ser ignóbil. Por que a súbita lassidão a invadir- lhe o corpo, a deliciosa pressão entre as coxas?" - pág 44
"Léa saboreava a vitória, tentando prolongar a emoção.
De repente, pareceu-lhe ouvir um ruído de passos no saibro da alameda. Sem querer, o seu corpo se retesou, e Laurent afastou-a bruscamente. François Tavernier surgia na curva do caminho.
- Ah, está aí, Laurent! Sua mulher o está chamando.
- Obrigado - balbuciou Laurent, corando como uma criança em falta.
Léa e Tavernier olharam-no afastar-se em grandes passadas.
- Decididamente, você tem de estar sempre onde não é chamado - censurou-o Léa.
- Lamento muito, minha querida amiga, pode crer. Lamento muito ter interrompido tão terno idílio -respondeu François, insolente. - Mas eu me pergunto o que uma moça como você pode achar num homem como ele.
-Você está se repetindo. Que tem a dizer dele? Laurent é uma pessoa impecável.
- É perfeito. Ninguém mais perfeito do que ele. Mas que quer? Não a vejo em companhia de um homem perfeito.
- Possivelmente, vê-me, de preferência, na companhia de alguém como você.
- De certo modo, sim. Você e eu somos muito semelhantes. Temos um curioso sentido da honra, o qual pode levar-nos a atos de coragem absurdos e a achar honesto aquilo que nos convém. Tal como eu, também você é capaz de tudo para obter o que quer. O desejo, em si, será sempre mais forte do que a inteligência e a sua prudência instintiva. Você quer tudo, Léa, e de imediato. É uma criança mimada que não hesita em apossar-se de brinquedo alheio, no caso, o marido de outra mulher. Não obstante, uma vez em sua posse, esse brinquedo lhe parecerá menos sedutor." - pág 400

A Série:
1. A Bicicleta Azul
2. A Bicicleta Azul - Vontade de Viver
3. A Bicicleta Azul - O Sorriso do Diabo
4. A Bicicleta Azul - Tango Negro
5. A Bicicleta Azul - Rua de Seda
6. A Bicicleta Azul - A Última Colina
7. A Bicicleta Azul - Cuba Libre
8. A Bicicleta Azul - Argel, Cidade Branca

Faça o Download de todos os livros da série A Bicicleta Azul AQUI!

A Autora:



RÉGINE DEFORGES
nasceu numa pequena cidade do interior da França. Tornou-se famosa no meio literário como editora de livros eróticos. Por causa dessa atividade clandestina, foi condenada pela Justiça e teve seus direitos civis suspensos por cinco anos.
Convidada pelo editor Pierre Ramsay para escrever uma grandiosa saga romântica, lançou-se a extrema pesquisa, cujo resultado foi A Bicicleta Azul, um grande êxito editorial.






domingo, 26 de junho de 2011

Jane Eyre - Charlotte Brontë




JANE EYRE
Jane Eyre: An Autobiography
Charlotte Brontë
EDIÇÃO BILÍNGUE – PORTUGUÊS/ INGLÊS
BROCHURA – 16CM X 23CM ° 528 PÁGINAS
2010 ° LITERATURA INGLESA: ROMANCE
PREÇO DE CAPA: R$ 45,00











JANE EYRE, romance de Charlotte Brontë publicado em 1847, é sua composição mais importante e uma obra que ocupa posição de destaque no Romantismo inglês. Apesar de ser um extenso romance, grande parte da narrativa de Jane Eyre aproxima-se do drama, pois o leitor vê-se diante de uma protagonista que muda o rumo dos acontecimentos a partir de sua ação, conduzindo, assim, o eixo dramático da narrativa. O trágico também acompanha todo o romance e toda a trajetória da personagem principal. O confronto com as perdas, a intervenção do destino, as escolhas morais, o prenúncio do inescapavelmente trágico e, ainda, as constantes citações de tragédias shakespeareanas, compõem o cenário trágico em JANE EYRE. O sucesso de sua publicação foi tamanha que sua primeira edição esgotou-se imediatamente, sendo publicada mais três reimpressões ainda em 1847.
JANE EYRE é a autobiografia ficcional da personagem principal que apresenta-se como Jane, órfã de pai e mãe, vivendo infeliz em companhia de parentes que a detestam. Após uma série de confrontos, Jane é enviada para um colégio interno, onde conhece seus primeiros momentos de verdadeira felicidade. Crescida e formada como professora, decide procurar uma nova posição, encontrando-a no Solar de Thornfield, como tutora da jovem Adèle, pupila de Lord Rochester. Quando finalmente conhece Rochester, apaixona-se por ele, e ele por ela. Este lhe propõe casamento e ela aceita, contudo, no dia de seu casamento, Jane descobre um terrível mistério que assola o Solar de Thornfield. Desiludida, foge e após dias vagando sem destino é recolhida por St John Rivers e suas irmãs, descobrindo que o destino lhe reservara mais uma surpresa e reviravolta em sua vida. É pedida em casamento por Rivers, entretanto esta hesita e, antes de dar uma resposta, decide descobrir o que se passara com Lord Rochester, pois não tivera mais notícias dele desde que fugira de sua casa. Vem encontrá-lo ferido e sozinho no Solar de Thornfield, destruído, morando em companhia de empregados ainda fieis.
O romance retrata a emancipação da mulher e de seu espírito, ideias contrárias, na visão de Charlotte Brontë, às histórias apresentadas nos romances de Jane Austen onde, as mulheres não eram aptas a trabalhar, devendo se casar para garantir sua sobrevivência. Charlotte Brontë, escreveu seu primeiro romance em um tempo em que não se eram permitidas experiências às mulheres. Neste livro, através de Jane Eyre, prova que as mulheres eram perfeitamente capazes de trabalhar e de lutarem por uma vida, independentemente de se casarem ou não. Repleta de elementos simbólicos, talvez para os leitores de nosso tempo, a obra não ressoe da mesma forma com relação à franqueza e à passionalidade da personagem principal, mas os mesmos leitores, ressentidos com o desamor e a falta de solidariedade de nosso tempo, estão fadados a se entregarem ao afeto, à igualdade e a um profundo senso humanitário que sustenta toda a história de JANE EYRE.
O lançamento de JANE EYRE pela EDITORA LANDMARK apresenta pela primeira vez esta magnífica e importante obra de Charlotte Brontë em uma inédita edição bilíngue, resgatando toda a magnificência da obra de uma das maiores escritoras inglesas.


CHARLOTTE BRONTË (1816-1855), escritora inglesa proeminente Seu ingresso na literatura iniciou-se com pequenos contos de inspiração byroniana escritos em conjuntos com seus irmãos: com Patrick, criou o reino imaginário de Angria, ao mesmo tempo que Emily e Anne criavam o reino de Gondal. Sua produção literária, apesar de modesta, é significativa: suas principais obras são “Jane Eyre”, em 1847; “Shirley” foi escrita em 1849; “Villette”, em 1853; “O Professor”, apesar de ter sido seu primeiro romance, antes mesmo de “Jane Eyre” somente foi publicado postumamente, em 1857; deixou ainda inacabado “Emma”, publicado em 1860. A importância de Charlotte Brontë é significativa em um momento em que as relações sociais e da sociedade se transformavam: em uma época onde as mulheres eram consideradas apenas como um mero adorno social, Charlotte Brontë bravamente enfrentou obstáculos através de sua obra. Seus romances falam sobre a opressão da mulher, o que a caracterizam como uma das primeiras mulheres modernas; entretanto, classificá-la apenas como feminista seria uma má-representação de sua verdadeira condição e importância.




Este livro é uma publicação da 


EDITORA LANDMARK
+55 (11) 2711-2566 2950-9095
www.editoralandmark.com.br
editora@editoralandmark.com.br


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Rosa de Papel - Diana Palmer

O amor de Cecily por Tate era como uma rosa de papel, que sem um passe de mágica jamais se tornaria real...



Cecily Peterson não era bonita, mas possuía um encanto especial. Inteligente, esperta, corajosa, fazia com que Tate Winthrop se sentisse feliz. Poderia ter se tornado seu mundo, caso ele permitisse. Mas Tate não podia se envolver com uma mulher branca: teria de se casar com alguém da sua tribo indígena, para que a comunidade não se extinguisse. O amor de Cecily por Tate desconhecia limites. Mas, uma vez que o orgulhoso nativo norte-americano se recusava a considerar um casamento misto, aquela paixão permanecia no vazio. Arrasada pela rejeição, Cecily se viu forçada a deixar o homem de seus sonhos. Agora ela estava de volta, e destinada a ele. Tate estava envolvido em um enorme escândalo político, e era Cecily quem teria de protegê-lo de um segredo devastador, que poderia destruir a vida dele... Mas como proteger o homem a quem amava com todas as forças sem se deixar levar pelo coração?

Este foi o primeiro livro da Diana Palmer que já li, e confesso que esperava bem mais. A história é cheia de encontros e desencontros, a ponto de cansar o leitor. O que realmente vale a pena na leitura é o personagem Tate, o índio Lacota teimoso e obsecado por sua linhagem pura. Ele luta contra seus próprios sentimentos e acaba desprezando Cecily por quase todo o livro. "Eu te amo" parece ser uma frase inexistente no vocabulário de Tate, mas mesmo com tanta teimosia o personagem é bastante interessante, charmoso e completamente envolvente.
Quem gosta muito de livros repletos de romance, provavelmente vai achar esse bem fraco porque existem muitas histórias paralelas, como conflitos com a máfia do jogo, que acaba tomando um pouco o lugar do romance.
A seguir está um trecho do livro, uma das partes que mais gostei:
— Tate... por que deixou os cabelos soltos?
— Então não sabe? Pois pergunte à minha mãe. Ou melhor, pergunte a Colby. Ele soube, no instante em que me viu, por que fiz isso. — Seu olhar ficou sério. — Se ele a tocar, vai ganhar novas cicatrizes. Agora você me pertence.
Dito isso, deu partida no carro, acenou uma última vez e saiu. Cecily o observou ir, o corpo ainda experimentando um doce prazer. Tate teria tempo para pensar, e acabaria se convencendo de que não tirara vantagens dela. Ou talvez, com um pouco de sorte, perceberia que seria incapaz de viver sem ela. Afinal, propusera-lhe que fosse morar em sua casa, em Washington...
Cecily se virou com um suspiro. Não queria viver com Tate, a menos que se casassem. Era uma decisão meio antiquada, mas quem disse que ela também não era antiquada?
Tate jamais a pediria em casamento. Por um motivo simples: não pretendia ter filhos com ela.
Ao subir os degraus para a varanda, Cecily lembrou-se, de repente, o que o cabelo solto significava para um lakota. Nos velhos tempos, assim como as pinturas na pele, os fios soltos representavam força e proteção... nas batalhas!
Ela riu ao se dar conta do significado do que Tate fizera. Sem precisa dizer uma única palavra, mostrara a Colby que fora até ali lutar pelo que considerava seu.
E vencera." 
- pág 87

Faça o download do livro Rosa de Papel AQUI!










Resultado do Concurso Cultural Carniça

Oi pessoal, estou aqui para dar o resultado do concurso cultural Carniça.

Onde você se esconderia da morte?

Foram várias frases muito boas, mas infelizmente só podia escolher uma. As três melhores frases, incluindo a escolhida, estão abaixo:

"O melhor local para se esconder da morte é o cemitério. Já que neste local a morte não estará rondando em busca de vida." 
- Carolina Lopes

"Eu me esconderia da morte na VIDA, vivendo intensamente todos os momentos, a tal ponto que a morte ficaria assustada e desistiria de me levar." 
- Maria Angélica

Eu me esconderia na casa da minha vizinha. Esta não possui, entre sua imensa coleção de objetos supersticiosos, nada que poderia afugentar a morte, nem estacas, nem água benta, nem o sarnento cachorro que me acorda todo dia. Mas ainda sim creio que este seja o melhor lugar, é a casa da Dona Vida." 
- Rodrigo Takahira

Rodrigo vou entrar em contato com você para recolher seus dados para o envio.

Parabéns ao vencedor e a todos os participantes!

Até a próxima promoção!


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