terça-feira, 31 de maio de 2011

Reparação - Ian McEwan

"Houve um crime. Mas houve também um casal apaixonado."
   pág 442


Reparação é um romance fascinante cujo tema principal são erros e a busca pelo perdão. A história gira em torno da personagem Briony Tallis que desde cedo sonhava em ser escritora. Vivendo em um mundo imaginário e fantasioso, Briony acaba fazendo interpretações errôneas de acontecimentos vividos por sua irmã Cecília e o filho da arrumadeira, Robbie. 
A partir dai uma série de erros culmina em um crime cuja consequência mudou para sempre a vida de toda a família Tallis.
Dividido em três partes e um epílogo, o livro tem o poder de prender a atenção, surpreender e transmitir emoção sincera. Na segunda e terceira parte do livro o leitor é levado aos horrores da guerra, desde os campos de batalha até as enfermarias lotadas de feridos de guerra.
A maior surpresa, porém, vem no epílogo. Nesta parte a história passa a ser vista por outro ângulo. É sem dúvida um final diferente, e perfeito para a grandeza da história.
Algo que chama a atenção é a construção psicológica das personagens. São todas profundas e densas. Também o enredo é muito bem construído e igualmente rico. 
Uma das passagens do livro que admirei foi quando Briony perde para a prima o papel principal em sua própria peça de teatro. Segue então um conflito interno admiravelmente bem descrito:

"Está bem. Incapaz de forçar a língua a articular as palavras Briony só conseguiu assentir com a cabeça, e nessa hora sentiu uma emoção pesada de auto-aniquilamento se espalhar por toda a sua pele e depois se expandir, como um balão, a latejar, escurecendo o quarto. Tinha vontade de ir embora, de se deitar de bruços e ficar sozinha, na cama, saboreando o azedume atroz naquele momento e ir retrocedendo na cadeia bifurcante de casualidade até chegar ao ponto em que a destruição começou. Precisava imaginar de olhos fechados toda a riqueza do que havia perdido, do que havia entregado de mão beijada, e antever a nova situação. Não apenas Leon, mas também o que seria daquele vestido antigo, de cetim cor de pêssego e creme, que sua mãe estava preparando para ela, para o casamento de Arabella? O vestido agora iria para Lola. Como poderia sua mãe rejeitar a filha que a amava havia tantos anos? Vendo o vestido adaptar-se perfeitamente às formas de sua prima, testemunhando o sorriso desalmado de sua mãe, Briony deu-se conta de que nesse caso, como a única coisa a fazer seria fugir, ia viver debaixo das sebes, comendo frutas silvestres e sem falar com ninguém, e ser encontrada por um mateiro barbudo numa madrugada de inverno, toda encolhida ao pé de um carvalho gigantesco, linda e morta, e descalça, ou talvez de sapatilhas, aquelas com fitas rosa...
Autocomiseração exigia atenção concentrada, e só na solidão ela poderia evocar de modo vívido os detalhes torturantes, mas no instante em que concordou - como um movimento de cabeça podia mudar toda a vida! -, Lola pegou no chão o manuscrito de Briony, enquanto os gêmeos se levantavam e seguiam a irmã até o espaço central do cômodo, que Briony havia preparado na véspera. Ousaria ela ir embora agora?"
 pág 24-25

Um outro trecho muito bom é de Turner em delírios no porão de uma casa em ruínas com outros soldados. O interessante é que em meio a um momento de desespero, de cansaço extremo e de dor, ele acaba perdendo a noção de significado, mesmo daquilo que para ele era o mais importante:

"Em pouco tempo não se ouvia além da respiração regular e dos roncos dos soldados. Turner continuava sentindo que o chão se inclinava, depois se movia no ritmo de uma caminhada, e mais uma vez não conseguia dormir por estar sob o impacto de impressões fortes, febril e exausto demais. Através do tecido da túnica, apalpou o maço de cartas. Vou esperar por você. Volte. As palavras tinham um sentido, porém não o comoviam agora. Era muito simples - uma pessoa esperando por outra era como uma operação aritmética, uma coisa tão desprovida de emoção quanto uma soma. Esperar. Simplesmente uma pessoa ficar sem fazer nada, durante algum tempo, enquanto outra se aproximava. Esperar era uma palavra pesada. Ele sentia a pressão dela, pesada como um capote. Todos naquele porão estavam esperando, todos na praia. Ela estava esperando, sim, nas e daí? Tentou fazer com que a voz dela pronunciasse aquelas palavras, porém só ouvia sua própria voz, um pouco mais baixa que as batidas de seu coração. Não conseguia nem sequer formar a imagem do rosto dela."
 pág 313

Seria difícil falar mais sobre este livro sem cometer o deslize de deixar spoilers, então paro por aqui. Aos que ainda não leram, não percam a oportunidade. Este livro vale a pena!


Faça o download do livro AQUI!



quinta-feira, 26 de maio de 2011

Música da semana: Into the great wide open - Tom Petty





A música da semana é do cantor estadunidense dos anos 70 Tom Petty. Conhecido inicialmente como Tommy, gravou seus primeiros albuns como, Tom Petty  & the Heartbreakers. Inspirado por Elvis Presley, Tom começou a carreira em 1976.
Escolhi essa música para essa semana por causa do clipe que é muito legal e conta com a participação do Johnny Depp, meu ator favorito. Além disso a música também é muito boa, do tipo que não sai da cabeça.



Letra:


Eddie waited til' he finished high school
He went to Hollywood, got a tattoo
He met a girl out there with a tattoo too
The future was wide open
They moved into a place they both could afford
He found a night club he could work at the door
She had a guitar and she taught him some chords
The sky was the limit
Into the great wide open
Under them skies of blue
Out in the great wide open
A rebel without a clue
The papers said Ed always played from the heart
He got an agent and a roadie named Bart
They made a record and it went in the charts
The sky was the limit
His leather jacket had chains that would jingle
They both met movie stars, partied and mingled
Their A&R man said: "I don't hear a single"
The future was wide open
Into the great wide open
Under them skies of blue
Out in the great wide open
A rebel without a clue
Into the great wide open
Under them skies of blue
Into the great wide open
A rebel without a clue


Baixe a música AQUI!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Piratas do Caribe 4 - Navegando em águas misteriosas

O capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) vai até Londres para resgatar Gibbs (Kevin McNally), integrante de sua tripulação no Pérola Negra. Lá ele descobre que alguém está usando seu nome para conseguir marujos em uma viagem rumo à Fonte da Juventude. Sparrow investiga e logo percebe que Angelica (Penélope Cruz), um antigo caso que balançou seu coração, é a responsável pela farsa. Ela é filha do lendário pirata Barba Negra (Ian McShane), que está com os dias contados. Desta forma, Angelica quer encontrar a Fonte da Juventude para que seu pai tenha mais alguns anos de vida. No encalço deles está o capitão Barbossa (Geoffrey Rush), que agora trabalha para o império britânico.

Sexta-feira, 20 de maio estreou a tão esperada continuação de Piratas do Caribe, e como eu não via a hora de assistir fui. Desconsiderando-se um pequeno contratempo (problema com energia bem no meio do filme!), foi muito bom. 
O filme é bem melhor do que eu pensava, sendo já o quarto. É claro que não supera o primeiro, mas passa na frente dos dois anteriores que não tinham agradado nada. Piratas do Caribe - Navegando em águas misteriosas não inventou nada mirabolante, seguiu o andamento dos anteriores, e justamente por isso chegou a um resultado bom. 
Não posso deixar de dizer que o Jack, que é o maior responsável pelo sucesso dos três filmes anteriores, estava incrível (como sempre carregando o filme nas costas). O filme trouxe novos personagens, e posso dizer que todos estavam bem. O vilão da vez, Barba Negra é sem dúvida o mais maligno até agora (quase o coisa ruim em pessoa). Angélica, filha do temido pirata, é uma antiga paixão de Jack, e ao contrário do que eu pensava caiu muito bem na história. 
Não assisti em 3D, confesso que não gosto de filmes com essa tecnologia. Acho até que um dos defeitos do filme foi trazer diversas cenas com exagero de ação, tudo por causa do 3D. Jack se joga várias vezes de alturas absurdas, uma dessas vezes eu dei muitas risadas porque a cena foi forçada demais.


O bom de ir na estréia é que geralmente o cinema fornece brindes na hora de comprar os ingressos. Eu ganhei um livro ilustrado (álbum de figurinhas), que adorei. Aproveitei a emoção da estréia e gastei um dinheirinho a mais comprando um balde de pipocas personalizado do Piratas do Caribe. Como essa postagem está completamente  pessoal vou aproveitar para colocar as fotos aqui, e também agradecer a minha mãe e meus grandes amigos Rodrigo e Carolina (do blog Cantinho da Carolina) por terem ido comigo. Eu estava insuportável nesse dia, e eles tiveram muita paciência comigo! 



Em breve eu farei uma postagem sobre todos os filmes da sequência, e então colocarei os links para download. Por enquanto deixo por aqui alguns trailers, banners e fotos. E àqueles que ainda não foram assistir, corram que ainda dá tempo!



























quinta-feira, 19 de maio de 2011

Lançamento: Box Coleção Jane Austen







BOX COLEÇÃO JANE AUSTEN


Edição Bilíngue : Inglês/ Português

Jane Austen

BROCHURA – 16CM X 23CM 
 6 VOLUMES
2011 ° LITERATURA INGLESA: ROMANCES
ISBN 978-85-8070-002-2 
PREÇO DE CAPA: R$ 258,40

EDITORA LANDMARK LANÇA BOX ESPECIAL COM AS SEIS GRANDES OBRAS DA MAIS IMPORTANTE ESCRITORA INGLESA EM PRIMOROSAS EDIÇÕES BILÍNGUES.

RAZÃO E SENSIBILIDADE foi o primeiro dos romances de Jane Austen a ser publicado, em 1811. O enredo, embora simples, não deixa de ser profundo e questionador: a história se estrutura em torno das irmãs Dashwood que ficam desamparadas com a morte do pai; sem dotes a serem oferecidos, elas têm poucas oportunidades de conseguir um bom casamento, mas a grandeza de seus sentimentos se revela importante contra a hipocrisia da sociedade preocupada apenas com as aparências.

Considerado a obra-prima de Jane Austen, ORGULHO E PRECONCEITO, já em seu início, demonstra o desenrolar da trama: a autora menciona que um homem solteiro e possuidor de grande fortuna deve ser o desejo de qualquer esposa. Com esta citação, Jane Austen faz três referências importantes: declara que o foco serão os relacionamentos e os casamentos, dá um tom de humor à obra ao falar sobre um tema comum da sociedade inglesa do século 18 e 19 e prepara o leitor para a caçada de um marido em busca da esposa ideal e de uma mulher perseguindo pretendentes.

MANSFIELD PARK é o trabalho mais autobiográfico de Jane Austen, refletindo o mundo de pretendentes religiosos e proprietários de terra, das caçadoras de maridos, dos esnobes e dos tolos do interior, no qual a escritora viveu e procurou o amor. Entretanto, o texto parece entrar em conflito com as tradicionais heroínas e o tema corrente de Jane Austen (pelo viés social), fato que tem aturdido por décadas os críticos da autora.

EMMA é um dos grandes romances de Jane Austen, publicado pela primeira vez em1815. A protagonista da história é a primeira heroína criada por Jane Austen sem problemas financeiros, sendo que a mesma declara que isto é uma das razões de ela não se preocupar com casamento. Assim como em seus outros romances, Jane Austen relata as dificuldades das mulheres no início do século 19, criando, através de seus personagens, uma deliciosa comédia de costumes.

A ABADIA DE NORTHANGER foi publicado em dezembro de 1817, em conjunto com “Persuasão”, apesar de ter sido escrito em 1798. A obra transparece toda a habilidade da autora em criticar socialmente seu tempo por meio de análises morais de seus personagens. Com boa dose de senso de humor, os excessos que beiram o ridículo dos romances góticos são criticados de forma cotidiana e plausível, um feito que, entre inúmeras razões, torna a autora uma das mais importantes e lidas por todo mundo.

PERSUASÃO é o último romance completo escrito por Jane Austen, sendo publicado postumamente em 1818 e é amplamente apreciado como uma simpática história de amor, de trama simples e bem elaborada, e exemplifica o estilo de narrativa irônica de Jane Austen, sendo original por diversos motivos, entre eles, pelo fato de ser uma das poucas histórias da escritora que não apresenta a heroína em plena juventude.


A NOVA COLEÇÃO EM EDIÇÃO BILÍNGUE

A nova coleção em edição bilíngue lançada pela EDITORA LANDMARK resgata todas as minúcias das obras de Jane Austen, a crítica social de sua época aos costumes e a padrão de vida inglesa, apresentando corretamente a ironia e o sarcasmo de seu estilo.

JANE AUSTEN (1775-1817), escritora inglesa proeminente, considerada geralmente como a segunda figura mais importante da literatura inglesa depois de Shakespeare e Oscar Wilde. Ela representa o exemplo de escritora, cuja vida, protegida e recatada, em nada reduziu a estatura, a qualidade e o dramatismo de sua ficção. A fama de Jane Austen perdura através dos seus seis melhores trabalhos: “Razão e Sensibilidade” (1811), “Orgulho e Preconceito” (1813), “Mansfield Park” (1814), “Emma” (1815), “Persuasão” (1818) e “A Abadia de Northanger” (1818), estes últimos publicados postumamente.


...

Maravilhoso! Esse Box é fantástico! Vibrem leitores, porque eu já vibrei assim que vi. ótimo trabalho da editora Landmark em publicar essa coleção de clássicos. Vai entrar para a minha lista de desejos!



terça-feira, 17 de maio de 2011

Concurso: Carniça - Moisés Liporage



Primeiro concurso cultural do Hellen's Stuffs em parceria com a Editora Escrita fina.

Onde você se esconderia da morte?

A melhor resposta ganha um exemplar do livro Carniça de Moisés Liporage
Leia a resenha do livro AQUI.


Para participar

Tem que ter um endereço de entrega no Brasil
Ser seguidor do blog Hellen's Stuffs e do blog Editora Escrita Fina
Ser seguidor no twitter do @escrita_fina 
Preencher corretamente o formulário.




O Concurso vale até o dia 20 de Junho e o nome do vencedor será divulgado aqui no blog no mesmo dia.

Boa sorte a todos!


Para Crescer - Ana Letícia Leal

"Quem sou eu? Por que vivo? De onde venho? Para onde vou? Ainda não consegui responder a nada, mas uma ficha já caiu: fazer minha própria história é a minha forma de encaminhar essas respostas".

Antônia, 17 anos, é uma garota rica que tem tudo o que alguém poderia desejar. Uma casa grande cheia de empregados, pais ricos e companheiros, um namorado, uma grande amiga e a certeza de que será advogada como seu pai e avô.
Na virada do milênio, entretanto, o castelo começa a ruir e Antônia de repente se vê sem rumo, sem futuro.
O ano 2000 certamente se revelou complicado, agora Antônia terá que se levantar e descobrir uma forma de renovação, de descoberta e principalmente de crescimento.


Esse é mais um livro que a editora parceira do blog, a Escrita Fina, me enviou para resenhar. É um bom livro, li em um dia.

Narra a história nada feliz da vida da adolescente Antônia, que estava acostumada à realidade fácil da própria vida. Como um castelo de cartas, no ano de 2000, a vida de Antônia desmorona, é como se tudo de ruim resolve-se acontecer de uma só vez.
Gostei bastante do teor psicológico do livro, e apesar de, à primeira vista, parecer de auto-ajuda, não posso deixar de dizer que não é bem assim. Inclusive se o leitor em conflitos buscar ajuda neste livro não encontrará nenhum alívio.
Aliás, penso que sob certo aspecto este livro deixa a desejar porque não tem de fato um desfecho bem elaborado que todos costumam esperar, ou aquela moral da história super profunda. O final é um tanto vazio, descabido, “batido” até. Mas tudo isso se explica com o fato de serem apenas 107 páginas para comportar uma história que poderia ser mais bem contada em 200 páginas.
Confesso que descrimino um pouco livros muito finos, geralmente são resumidos demais.
Mas esse não é mau, e ainda deixa uma questão para pensar: O que você quer fazer para crescer?






Este livro é mais uma publicação da Editora



segunda-feira, 2 de maio de 2011

Amanhã - John Marsden

Quando a guerra começou.

"Nenhum livro pode contar o que aconteceu conosco. Não consigo me lembrar de nenhum livro que eu tenha lido ou filme que tenha visto que tenha a ver com a nossa história. Todos nós tivemos de reescrever os roteiros das nossas vidas nas últimas semanas. Aprendemos muito e tivemos de descobrir o que é importante e o que faz diferença."

O que você faria se descobrisse que todo o mundo que conhece deixasse de existir da noite para o dia?
Ao voltar de uma semana de acampamento, Ellie e seus amigos descobrem que a cidade em que viviam foi invadida por um inimigo desconhecido. Suas famílias foram aprisionadas e uma guerra está acontecendo em seu país. Agora, eles estão sozinhos em uma cidade sitiada, lutando para descobrir o que aconteceu com seu país e tentando sobreviver.

AMANHÃ é história de uma aventura extraordinária em tempos extraordinários, em que esconderijos, explosões e fugas passam a fazer parte da rotina desse grupo de amigos. Sozinhos e sem ter para onde ir, Ellie e seus amigos vão precisar de toda a coragem e ousadia para sobreviver.

Amanhã, quando a guerra começou é o primeiro livro da série que foi escolhida como a mais fascinante pelos jovens leitores nos EUA, na Suécia e Austrália. Uma história que prende o leitor do início ao fim. Amanhã, quando a guerra começou vai ficar na sua memória para sempre.

Fazia tempo que não me deparava com uma leitura como esta. Este livro me conquistou por se tratar de uma história onde impera o instinto.

O natal se aproximava e Ellie tinha planos diferentes para aquele fim de ano, fazer uma trilha até o Inferno, um vale de difícil acesso cujas lendas que o cercavam tornavam-no alvo da curiosidade e temor de muitos moradores de Wirrawe.

"O inferno fica abaixo, do outro lado do ponto do alfaiate, e é uma garganta cheia de rochas, árvores, pés de framboesa, cachorros do mato, morcegos e vegetação rasteira. É um lugar selvagem, e não conheço ninguém que já tenha ido até lá..."  PÁG 8-9

Ellie e  mais seis amigos, Homer, Lee, Corrie, Kevin, Fiona e Robyn, concordaram em tentar chegar a esse lugar e passar alguns dias acampados ali.
Quando voltam para a cidade, depois de dias isolados, o que encontram é o verdadeiro inferno. A partir dai tem início uma guerra misteriosa e cruel. Eles terão de sobreviver a um inimigo desconhecido e tentar salvar seus pais e seu país.

"Parecia incrível que ainda sobrasse alguma energia em nós, para mim, a simples necessidade de acompanhar os outros sem ficar para trás forçava-me a aumentar o ritmo. No momento em que passamos pela placa que dizia 'Bem-vindo a Wirrawe', parecíamos almas penadas fugindo do inferno". PG 86-87

Indico a todos os leitores do blog!


Filme: Amanhã trailer legendado





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