segunda-feira, 28 de junho de 2010

Guerra ao Terror

Para um grupo de soldados o perigo não estava somente nos campos de batalha.

Elenco: Ralph Fiennes, Jeremy Renner, Anthony Mackie, Brian Geraghty, Guy Pearce.
Direção: Kathryn Bigelow
Gênero: Guerra
Duração: 128 min.
Distribuidora: Imagem Filmes
Estreia: Direto em DVD - Abril 2009 e Lançamento nos cinemas pós-DVD em 5 de Fevereiro de 2010.


Sinopse: Para um grupo de soldados americanos, alguns dias os separam do retorno para casa. Um período relativamente curto, se não fosse por tantas ocorrências que transformassem esse fim de jornada em um verdadeiro inferno. As forças armadas precisam de especialistas não só nos campos de combate mas também no dia a dia, na proteção do grupo contra insurgentes que promovem atentados, matando milhares de cidadãos. Conheça a dura realidade destes soldados e descubra que, ao contrário do que todos eles pensam, a luta jamais terminará...


Este é o filme vencedor do Oscar 2010. Oscar muito mal ganho por acaso. Logo que comecei a assistir o filme, no silêncio do meu quarto, já percebi o quão vazio ele é. É certo que não gosto de filmes que acariciam o ego de forma a mascarar a verdade, mas detesto filmes que apenas retratam coisas que vemos nos jornais ou a miséria que existe em qualquer esquina.
Mesmo por que, nem retrato tão real assim ele é, cheio de toques para exaltar o grande herói, o ator principal, como tantos outros filmes. Outro ponto muito interessante é o fato de o primeiro nome apresentado no elenco e capa do DVD (fiz questão de deixar logo acima ), é do ator Ralfh Fiennes. É um ótimo ator com toda certeza, mas aparece por cerca de 5 minutos em um filme de 130 minutos, e consegue ter seu nome estampado em primeiro plano. Compreendo que é o único ator realmente conhecido do elenco, mas não posso deixar de considerar um ato ridículo.
Mais uma vez podemos comprovar que o fato de ser o ganhador de um Oscar de Melhor filme, não torna um filme realmente merecedor. Em outras palavras: eu detestei esse filme!
Mas não deixo de afirmar que é necessário assistir e tomar suas próprias opiniões. A minha eu já formei.

Até a próxima...



terça-feira, 8 de junho de 2010

Madame Bovary - Gustave Flaubert

"Madame Bovary c'est moi"-Gustave Flaubert

Madame Bovary é sem sombra de dúvidas um dos melhores livros que existem. Sendo considerado a obra que iniciou o Realismo Europeu, é um romance fantástico.

Conta a história de Emma Bovary, casada com Charles Bovary. Narra a vida dessa sensível mulher, de seu casamento até seu declínio.

Este livro foi julgado com maus olhos pela sociedade de sua época, sendo considerado pecaminoso e uma afronta à moral de sua época.

Para livrar-se tais acusações, o frances Gustave Flaubert disse certa vez, "Madame Bovary sou eu".

O livro é dividido em 3 partes, sendo a primeira iniciada de maneira peculiar, narrada em 2° pessoa. Esse narrador presente desaparece logo, e dá lugar a narrativa em 3º pessoa. Outro fator curioso é que, apesar de dar nome ao livro, a história não começa com Emma Bovary, e sim narrando a adolescencia de Charles Bovary.
Apesar de ter sido muito condenado quando foi lançado, atualmente Madame Bovary é devidamente honrado e considerado como um grande clássico da literatura mundial.
Uma passagem muito curiosa do livro, e que foi praticamente proibida na Europa quando foi lançada, é a "Cena do Fiacre", em que não há dialogo algum, apenas o nome dos lugares por onde a carruagem passa com Emma e seu amante trancados dentro, dando a entender que passaram horas ali. Nada é narrado, apenas sugerido.
trecho:
"Porém, repentinamente , lançou-se com um salto através de Quatremares, Sotteville, a Grande-Chaussée, a rua d'Elbeuf e parou pela terceira vez diante do jardin des Plantes.
-Vá em frente- exclamou a voz com ainda mais fúria.
E retomando logo sua corrida, ela passou por Saint Sever, pelo cais dos Curandiers, pelo cais dos Meules, mais uma vez pela ponte, pela praça do Champs-de-Mars e atrás dos jardins do hospital, onde alguns velhos de casaco preto passeavam ao sol ao longo de um terraço coberto por heras verdes. Subiu novamente o bulevar Bouvreuil, percorreu o boulevar Cauchoise, em seguida todo o Mont-Riboudet até a encosta de Deville.
Voltou; e então, sem direção nem destino, ela vagabundeou ao acaso. Foi vista em Saint-Pol, em Lescure, no monte Gargan, na Rouge-Mare e na praça do Gaillard-bois; na rua Maladrerie, na rua Dinanderie, diante de Saint-Romain, Saint Vieille-Tour, nas Trois-Pipes e no Cemitério Monumental. De tempos em tempos, o cocheiro, em seu assento, lançava olhares desesperados as tabernas.
Não compreendia que furor de locomoção levava tais indivíduos a não querer deter-se. Procurava fazê-lo, algumas vezes, e logo ouvia atrás de si exclamações de cólera. Então, fustigava ainda mais seus dois matungos cobertos de suor, mas sem preocupar-se com os solavancos, esbarrando ora aqui ora acolá, sem se importar, arrasado e quase chorando de sede, de cansaço e de tristeza.
E no porto, em meio aos carroções e aos barris, e nas ruas, nos marcos das encruzilhadas, os burgueses esbugalhavam os olhos assombrados diante daquela coisa tão extraordinária na província, uma carruagem com os estores fechados e que aparecia assim continuamente, mais fechada do que um túmulo e sacudida como um navio."


Filme:



Madame Bovary, foi adaptado ao cinema.
Confira a ficha técnica:

titulo original: (Madame Bovary)
lançamento: 1991 (França)
direção: Claude Chabrol
atores: Isabelle Huppert , Jean-François Balmer , Christophe Malavoy , Jean Yanne , Lucas Belvaux
duração: 136 min
gênero: Drama

Sinopse: "França, século XIX. Emma (Isabelle Huppert) é uma jovem camponesa que aspira coisas melhores na vida. Ela então se casa com um rico médico, Charles Bovary (Jean-François Balmer), que conheceu quando ele foi cuidar de seu pai quando este quebrou a perna, apenas para obter ascensão social. Charles, além de ser mais velho, é bem metódico. À medida que cresce a intimidade de suas vidas um crescente desapego distancia Emma do marido, pois as conversas dele eram planas como o chão e isto a entedia. Sentindo um claro desprezo por seu marido, Emma passa a ter amantes e fazer grandes gastos."


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